Processos históricos no Sesc Pompeia

Ainda tem vagas abertas para os cursos de Fotografia no Sesc Pompéia, e a inscrição para o público geral é amanhã!!

http://oficinas.sescsp.org.br/curso/processos-historicos-em-fotografia-2

E para os cursos de Laboratório PB ainda restam algumas vagas.

http://oficinas.sescsp.org.br/evento/show/fotografia-cursos-regulares-2-semestre-2017

BethLee-PapeisSalgados-3flores-2016-ma

 

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Neste semestre retrato, prata e papel

Processos históricos, retrato e papel fotográfico. Essa é a combinação para esse semestre.

Com um toque de caixa de luz U.V.

Amanhã começa um curso sobre Luz e Retrato. Um tema que gosto bastante e a ideia desse curso é fazer retratos com iluminação de estúdio e fazer as cópias em papel fotográfico.

inscrições a partir do dia 12 de agosto

https://www.sescsp.org.br/aulas/128899_LUZ+E+RETRATO

Captura de Tela 2017-08-04 às 23.06.26

Nas terças noturnas estarei no Sesc Pompeia com o curso de fotografia alternativa ou Processos históricos em Fotografia.

https://www.sescsp.org.br/aulas/129659_PROCESSOS+HISTORICOS+EM+FOTOGRAFIA

E ainda tem o curso de construção de caixa de luz U.V. juntamente com meus parceiros Wash e Maranhão.

http://www.cinese.me/encontros/construcao-de-caixa-de-luz-uv

 

Sobre o curso de retrato, a ideia é usar iluminação de estúdio para a prática mas como para mim a graça é ter isso em cópia, vamos fazer em papel fotográfico preto e branco. Não tem laboratório no Sesc Santos. Mas eu queria fazer cópias. Então vamos fazer cópias por contato com negativo digital \o/

Será loucura minha? não sei. Nunca tinha feito assim em aula, confesso.  Fiz eu sozinha e achei legal. Um jeito de usar e aprender a manusear o papel pb.

Sobre os outros vou tentar escrever mais sobre durante o mês.

sobre mesas de luz ou maletas de luz

Nessas últimas semanas fiquei um tanto ocupada com a montagem de uma mesa de luz. Uma pessoa queria iniciar os processos e já de cara investir num equipamento. Por conta dos seus horários, tentativas com o sol são um meio quase impossível.

A minha intenção muitas vezes é de tornar acessível a ideia de fazer os processos alternativos então mergulhei nesse projeto como se fosse para mim. Porque de certa forma isso que faço para os outros se reflete de alguma forma de volta e eu fico feliz.

Então ele deu a sugestão de que queria o projeto com acabamento em madeira e eu adoro madeira. Como eu tinha um tanto de material sobrando pensei em fazer o acabamento em marchetaria.

 

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Como faziam uns 4 ou 5 anos que não fazia essa técnica, fiquei na dúvida se ia ficar bom. Para minha surpresa o pessoal nas redes sociais gostou bastante.

De certa forma acabou sendo uma experiência e de certa forma, juntei com a sorte de ter um material meio na mão. Mas também fiz porque ainda estou aprimorando meus projetos e ainda quero modificar muita coisa.

As listras sempre me lembram sons. Eu sempre digo que a  fotografia tem a ver com música, por isso as parte lateral está cheia de “som”.

A superior pensei num padrão ao estilo Athos Bulcão. Porque muitas vezes quando estou produzindo fico esperando a cópia expor seu tempo na luz e pensei que seria legal algum acabamento que fizesse o olhar percorrer caminhos sempre diversos.

Logo mais farei um passo a passo de como faço as mesas, mas para cada caso é realmente único. Acho que esses materiais precisam ser produzidos de acordo com a necessidade e espaço de cada um. Algumas são mais portáteis, outras mais robustas. Muitas vezes precisam ser transportáveis e assim vou pensando em adaptações.

Logo mais atualizo sobre esse tipo de projeto.

Enquanto isso, minha primeira mala de luz, a pequena, vou aposentar. :/

Ela nem sempre cabe bem nos carros que preciso pedir, alugar. E eu tenho preguiça de aguentar a má vontade de alguns motoristas ou a loteria de acabar pegando um carro no qual ela vai caber sofrendo, então vou deixar a estrutura para outra finalidade.

 

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minha pequena!

 

Papel Salgado aos sábados de manhã

Nesse sábado inicia uma turma no Sesc Santos de mais uma técnica histórica / alternativa. São 4 encontros, das 10:30h a 13:30h

Sempre busco diferentes papéis para as técnicas, mas essa é uma pesquisa que está longe de terminar..

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em diferentes papéis e encolagens

https://m.sescsp.org.br/#/cursos/120654/0

A imagem da esquerda foi feita em Papel Platinum Rag da Hahnemuhle, do meio foi Filiset neutro para conservação e da direita eu não lembro… mas vou conferir.

Será que se eu propor de fazer com a água do mar alguém vai topar?

Aproveitando para comentar que no curso do Sesc Vila Mariana de Cianotipia pudemos testar o papel Platinum Rag durante fornecido pela Dina Fotográfica de Mogi. Eu estou distribuindo esses papéis em parceria com eles, o preço é o mesmo do site https://www.dinashop.com.br/

eu tenho disponível no tamanho 20x25cm e 28x38cm. Pacote com 25 folhas.

e alguns fotógrafos que fizeram o curso do Sesc Pompeia no semestre passado fizeram algumas imagens com esse material e o resultado foi bom. Mas ainda estou fazendo testes com ele, que logo mais escreverei sobre minhas experiências.

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pra provar que eu tenho papel!

Além deste o Roger Sassaki deixou umas folhas de outro papel próprio para processos históricos/alternativos que é o Arches Platine. Mas ainda não testei e nem sei se está vendendo por aqui.

 

Aqui seguem algumas imagens de Van Dyke em Campinas:

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minha malinha de luz azul e eu

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fotos:Edison Angeloni

Algumas imagens do festA! do Sesc São Caetano:

O Edison ajudou com as fotos e o Washington Sueto foi o cianotipia que revelou as imagens do pessoal.

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fotos:Edison Angeloni

 

E algumas fotos da minha “pequena” a mesa de luz que provavelmente vai virar outra coisa, porque como eu tenho que alugar/pedir carro para chegar aos locais onde trabalho, muitas vezes estava difícil de fazer ela caber mesmo. Infelizmente tive que fazer malas de luz menores por conta disso, mas em compensação a mala azul ficou bem mais leve e fácil de carregar. A parte chata é que cabem menos fotos por vez, mas ainda assim tem dado certo.

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minha pequena no Sesc Santos

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No Sesc Belenzinho, ela com cianótipos e o Mitsuo san hiperativo

e junho teremos albumina no Sesc Santos, se preparem!!

 

As fotografias das aulas foram todas do Edison.

festA! Festival de aprender do Sesc

Estarei em São Caetano na sexta dia 10 de março, a atividade é sobre auto-retratos com câmera de grande formato e revelados em cianotipia. Mas como é auto retrato não sou eu quem vai tirar a foto, eu vou montar tudo e o retratado tem que se auto retratar!

Contarei com a ajuda do Washington Sueto para produzir as cianotipias. Logo mais colocarei algumas fotos.

e antotipia – sim, com plantas!! no Sesc Belenzinho sábado ou domingo, 10h às 13h.

 

a inscrição está disponível hoje pelo site!

https://www.sescsp.org.br/aulas/116024_SUA+SELFIE+A+MODA+ANTIGA

https://www.sescsp.org.br/aulas/116923_ANTOTIPIA

 

 

Van Dyke vai pra Campinas

 

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van dyke, nu 2017

 

Amanhã começa um curso de fim de semana no Sesc Campinas, sábado e domingo das 11h às 18h – com uma pausa para almoço.

Para o festA!  estarei no Sesc São Caetano na sexta feira dia 10 de março e dia 11 e 12 no Sesc Belenzinho, com cianotipia e antotipia respectivamente.

E dia 18 de março tem cianotipia no Sesc Itaquera!!

 

Vai ter anthotype logo mais no Sesc Belenzinho nas quartas à noite e Dustin on.

Tem mais novidades mas logo mais tiro mais fotos.

 

 

A foto acima aliás está disponível na loja Nós Lunares na Galeria Ouro fino.

@noslunares

 

Jaqueta branca de Melville

Hoje é a pré-venda do livro de Herman Melville, Jaqueta branca pela editora Carambaia.

O projeto é do Estúdio Margem e eu entrei com a produção das capas para o livro. Foram mil cianotipias em oito desenhos de capas diferentes. Como é um processo artesanal, praticamente todas as capas são únicas.

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https://carambaia.com.br/jaqueta-branca

provavelmente terão informações sobre o processo no blog da editora e o lançamento é semana que vem.

Trabalho feito com uma enorme ajuda do Edison Angeloni e do Washington Sueto.

Sobre o processo.

já escrevi algumas vezes por aqui e no Câmera Preta, o cianotipo é um processo fotográfico a partir de sais de ferro. De todas as técnicas é o mais simples e um dos mais lentos na exposição à luz ultravioleta.

Um fator que nunca vejo em nenhum livro ou site é que o tempo de exposição dos processos varia de acordo com o papel, além do tom de azul, que por vezes tem alguma variação. No caso desses cianotipos do livro o uso da água oxigenada ajudou bastante a deixar o azul mais intenso.

Fiz testes de lavagem e exposição por mais de três meses para afirmar isso e mesmo assim o processo sempre me dá surpresas.

Outra questão importante é a quantidade de químico que o papel absorve. Alguns papéis demoram a absorver o químico então muitas vezes se chega num resultado de azul mais profundo reforçando com uma segunda camada. Para essas capas eu passei duas vezes.

Pesquisei muito sobre cianotipia e conservação. Já sabia que ele é melhor conservado em meio ácido. E se um dia ele enfraquecer o azul é só deixa-lo no escuro que ele volta. Uma característica do cianótipo que me faz refletir, pois parece que ele está sempre reagindo e se transformando.

Estava eu num azul profundo no fim de ano…

Masss..

Pro mês de março temos mais umas novidades com os cursos de cianotipia e outros processos da fotografia alternativa. (muita coisa de cianotipia em vista) Semana que vem conto tudo.

 

Dica importante: sempre use luvas e material de proteção individual.