Oficinas – da câmera obscura ao digital no Belenzinho

Esse mês começam algumas atividades no Sesc Belenzinho.

Tem algumas oficinas rápidas para os primeiros contatos com a câmera digital. São encontros independentes, para quem entender a câmera.

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https://www.sescsp.org.br/aulas/143190_COMECAR+A+FOTOGRAFAR+ENTENDER+A+CAMERA

Alguns encontros sobre como fotografar com câmeras analógicas e vivenciar como se revela  um filme.

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foto: Edison Angeloni

https://www.sescsp.org.br/aulas/143194_FOTOGRAFAR+COM+FILMES+LAB+ANALOGICO+PRETO+E+BRANCO

 

E em fevereiro terão oficinas de montar câmera obscura à la Chikaoka.

Registro-BethLee-CameraObscura

 

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Oficina de Construção de Caixa de Luz UV

Sábado vai ter oficina junto com Guilherme Maranhão e Washington Sueto!

Inscrições nesse site:

http://www.cinese.me/encontros/construcao-de-caixa-de-luz-uv

Captura de Tela 2017-07-25 às 21.23.20.png

 

E só podemos aceitar inscrições até o final da quarta-feira (amanhã) pois precisamos saber quanto material precisamos levar.

Todo o material está incluso, é apenas um dia de atividade com pausa para almoço.

 

Tempos de azul em janeiro

Fiquei de novo mais um tempo sem escrever por aqui. Entre novembro e dezembro estava numa imersão de azul profundo. Tanto que começou o curso de Cianotipia no Sesc Belenzinho e não divulguei antes, só na página Câmera Preta no facebook.

Logo mostrarei alguns resultados. Para a primeira aula fizemos fotogramas na minha pequena mala de luz. Ela passou por uma nova cirurgia e está toda bagunçada, mas logo resolverei isso.

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objetos em cima do papel para

http://www.sescsp.org.br/aulas/111339_FOTOGRAFIA+CIANOTIPIA

 

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Em Santos

 

Auto Retrato, Van Dyke e Dusting On

Estou lá em Santos sextas à noite fazendo marrom van dyke. A turma bem interessada e produzindo bastante.

Semana que vem, quinta feira começa o curso de Auto Retrato no Sesc São Caetano. A atividade é mais voltada a aulas teóricas, leitura de trabalhos e apresentação de diversas referências e reflexão sobre a identidade no auto-retrato. Os participantes produzem suas imagens e fazemos as leituras em aula. São 5 encontros iniciando dia 10 de novembro, das 19:30h a 21:30h.

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Mais informações http://www.sescsp.org.br/programacao/107365_EIS+O+QUE+SOU+O+AUTO+RETRATO

 

E mais um curso para novembro que será na Casa Ranzini de Dusting On.

Será dia 26 de novembro, das 10h às 17h com intervalo de almoço. É só um dia então quem está fora de SP consegue fazer essa atividade. Vamos fazer dois vidros 18x24cm, só precisa escolher as imagens, o material está incluso na inscrição de R$350,00. O link com mais informações e onde se inscrever está aqui http://www.imagineiro.com.br/oficina-de-impressao-em-dusting-on-com-elizabeth-lee/

São só 5 vagas!!

Algum tempo atrás contei sobre esse processo. Em 2005 foi essa técnica uma das primeiras que conheci de fotografia alternativa. Me encantei, mas todas as fórmulas que testei dos livros que tinha ao meu alcance não davam muito certo do jeito que eu queria. Eu queria lavar o dicromato da peça e quando lavava com água tudo ia embora. Eu a minha amiga Luciana ficamos pesquisando algum jeito e depois de muitos fracassos e muitas horas de laboratório, muitas noites de canseira e chegava aquele momento que não sabia bem porque eu inventei de lavar a placa, consegui um resultado bem legal. Daí ela usou a fórmula para as imagens do seu TCC, que necessitava de uma técnica com suporte transparente e passei a fórmula para o Kenji e ele ensina esse processo baseado nesses resultados.

Segue a fórmula que fizemos em 2008:

Dusting On

– 50 ml de água destilada.
– 2 gramas de gelatina.
– 10 ml de mel.
– 5 gramas de dicromato de potássio.

Aquecer a água a cerca de 43 graus para dissolver a gelatina. Misturar os ingredientes e passar na superfície (vidro, metal, porcelana..)

Secar com secador em temperatura fria e colocar um positivo para expor à luz U.V.

Para revelar utilizo um pincel bem macio. Daqueles para blush de maquiagem são ótimos. O dicromato endurece o mel exposto ao U.V. então partes não expostas grudam o pigmento.

A lavagem precisa ser realizada em água gelada.

 

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Cianotipando na Vila Mariana

Estamos firmes e fortes com as produções de cianotipia. Nos primeiros dias foi um pouco mais difícil nos acertarmos com a nova estrutura mas semana que vem voltamos a produzir algumas imagens mais.

Semana passada fomos eu a a mesa de luz para lá. O Edison me ajudou e tirou algumas fotos. Sem a ajuda dele eu não conseguiria mostrar alguns registros aqui. Arigatô!

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Eu a minha pequena

A parte novidade legal é que para esse curso ganhamos um envelope de papéis Hahnemuhle Platinum Rag, cortesia da Dina Fotográfica.

20160908_110242 eis aí o envelope! A foto vai pequena pois não ficou grandes coisas, mas o papel é realmente muito bom.

Pra mim foi bem interessante utilizar esse papel pois a gente se acostuma a adaptar produtos de outras áreas, tendo que lavar, encolar e aí o papel te responde com algumas surpresas. No entanto o Hahn (como eu costumo chamar) foi bem mais fácil de utilizar.

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cianotipos prontos para receber luz

Como lá a estrutura é adaptada, a gente sofre e entende algumas diferenças desde o começo. Minha mala U.V. funcionava bem com 10 minutos em casa. Chegando lá percebemos que ela não funcionava igual. Depois percebi que tinha a ver com o papel também. Em casa testei com papel mais fino e foi mais rápido, por isso eu teria que deixar mais tempo na mesa no local de aula.

Essas coisas só acontecem quando é um ambiente diferente do que estamos acostumados. E valeu como experiência, pois até então não tinha percebido necessidade de tempos diferentes de acordo com o tipo do papel.

Chegando em casa fui fazer um teste e era isso mesmo. Deixei um Filiperson 90g e um Fine Face 140g ao sol. O Filiperson funcionou bem com o tempo que sempre deixo, mas o Fine Face (é um papel de desenho) sumiu inteirinho. Antes de acreditar que ele não serviria, pois eu já tinha usado ele e sabia que funcionava, deixei com mais tempo de exposição ao sol e ele ficou lindão. Na verdade eu recomendo esses papéis para quem está começando a utilizar esses processos porque são baratos, mas gosto mais dos papéis de gravura e aquarela. A diferença é que esses papéis demandam mais preparo inicial.

A vantagem do Platinum é que o tempo de exposição não foi muito maior e não requer preparo.

Com esse novo papel aproveitei para fazer testes que faz tempo estava ensaiando e comecei a fazer uma pesquisa maior relacionada a lâmpadas.

Eu compro um monte de papéis para ficar testando, logo mais postarei os resultados que fiz até agora. Até para o anthotype o Rag deu cor mais intensa ao sumo. (isso logo mais, logo mais eu mostrarei)

Eu logo mais também terei o papel para revenda e esse mês volto a montar os kits de fotografia alternativa / processos históricos. E ainda vai ter mais novidade em relação a esses produtos. Resolvi montar esses kit porque queria tornar mais acessível, mas ainda preciso rever embalagens, ainda não achei o que me agradasse.

Antes que me esqueça, essa atividade no Vila Mariana está ligada a expo do Arno Rafael, vale a pena visitar a expo dele. Tive a oportunidade de ser ouvinte no workshop dele e o jeito como ele analisa o trabalho do pessoal foi muito inspirador. Ainda preciso aprender muita coisa… mas não porque era ele. Muito do modo como ele analisou os portfólios me lembrou muitos professores que tive e lembro das aulas sempre com muito carinho.

E mês passado estive no Foco crítico com o Guilherme Maranhão e Fausto Chermont, quem quiser dar uma espiada lá no periscope https://www.periscope.tv/w/1YqJDbgopZNKV

Antotipia nas bandas de Campinas

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Quinta feira inicia uma atividade de Antotipia no Sesc Campinas.

Anos atrás resolvi pesquisar o processo de se produzir imagens a partir do uso de plantas. Cada ano descubro um fato novo.

Cada curso tenho feito de um jeito. Antes, fazia com espinafre, café. Tenho estudado um pouco mais sobre flores, comprado sementes que ainda não deram tantas flores, buscado plantas nativas daqui e algumas pancs que também são excelentes para fazer testes. Como as pancs não são plantas muito fáceis de achar para comprar, tenho procurado pela rua mesmo.

Serão quatro encontros na parte da tarde, das 15h a 18h. Dessa vez eu vou fazer com muitas flores.

Atividade: Introdução a Antotipia

Sesc Campinas Sala 4

Quintas 09.06.2016  a 30.06.2016

Horário: 15h a 18h

http://www.sescsp.org.br/programacao/95851_INTRODUCAO+A+ANTOTIPIA

 

Revelação Cor

Amo cor.

Um dia olhando fotos de cianótipos e vandykes senti falta de magenta. Coisa estranha de se sentir.

Final de semana fui revelar dois negativos. Para aproveitar o espaço e tempo peguei um tanque que cabem cinco filmes. Resolvi revelar 4 de uma vez.

Filme colorido. A perfeição. Não resisti. A felicidade tão sublime de quinze minutos com aquele cheiro ruim me fez enrolar mais cinco filmes. Não. Espera. Dá tempo de revelar mais cinco. Porque não coloquei cinco filmes na primeira leva??

Acabei com 14 filmes revelados.

Fui contar quantos tinham ainda para revelar. Mais de 30. Que absurdo. Tem filme de 2012.

Tudo que eu acreditava foi perdido em 2012. Será que aguento ver um filme de 2012?

Naquele ano eu acreditava em justiça, em coisas reais. Eu trabalhei tanto.

Eu só quero viver a vida, pelos meus irmãos e por mim. Estudei muito. Eu perdi meu pai com 22 anos e desde então a gente se vira. Sempre tentei melhorar a vida da gente.

Mas tem sempre alguém que quer fazer mal. É aquele concorrente que quer te prejudicar. É o pai da minha sobrinha que nem vê a filha e até fugiu do país para não pagar pensão. É aquela pessoa que tenta te enganar. Aquela amiga que sofre por causa de um idiota.

Ao menos o processo de revelação do filme é algo que quero fazer. O resultado dessas imagens nem sei se quero ver. Elas são o passado.

O que vale a pena ser fotografado se a gente pode se arrepender de ver novamente?

Daí fui digitalizar os resultados. Saídas fotográficas pela Lapa. Amigos. Viagem. Até agora resultados bons. Me faz lembrar do documentário sobre Araki. Perguntado sobre as suas imagens, respondeu que ele gostava de fotografar o que ele queria lembrar.

Tá aí uma das fotos dos quatorze filmes de domingo. Pra me lembrar que nada é para sempre, nem nossas convicções sobre os outros.

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