Processos históricos no Sesc Pompeia

Ainda tem vagas abertas para os cursos de Fotografia no Sesc Pompéia, e a inscrição para o público geral é amanhã!!

http://oficinas.sescsp.org.br/curso/processos-historicos-em-fotografia-2

E para os cursos de Laboratório PB ainda restam algumas vagas.

http://oficinas.sescsp.org.br/evento/show/fotografia-cursos-regulares-2-semestre-2017

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sobre mesas de luz ou maletas de luz

Nessas últimas semanas fiquei um tanto ocupada com a montagem de uma mesa de luz. Uma pessoa queria iniciar os processos e já de cara investir num equipamento. Por conta dos seus horários, tentativas com o sol são um meio quase impossível.

A minha intenção muitas vezes é de tornar acessível a ideia de fazer os processos alternativos então mergulhei nesse projeto como se fosse para mim. Porque de certa forma isso que faço para os outros se reflete de alguma forma de volta e eu fico feliz.

Então ele deu a sugestão de que queria o projeto com acabamento em madeira e eu adoro madeira. Como eu tinha um tanto de material sobrando pensei em fazer o acabamento em marchetaria.

 

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Como faziam uns 4 ou 5 anos que não fazia essa técnica, fiquei na dúvida se ia ficar bom. Para minha surpresa o pessoal nas redes sociais gostou bastante.

De certa forma acabou sendo uma experiência e de certa forma, juntei com a sorte de ter um material meio na mão. Mas também fiz porque ainda estou aprimorando meus projetos e ainda quero modificar muita coisa.

As listras sempre me lembram sons. Eu sempre digo que a  fotografia tem a ver com música, por isso as parte lateral está cheia de “som”.

A superior pensei num padrão ao estilo Athos Bulcão. Porque muitas vezes quando estou produzindo fico esperando a cópia expor seu tempo na luz e pensei que seria legal algum acabamento que fizesse o olhar percorrer caminhos sempre diversos.

Logo mais farei um passo a passo de como faço as mesas, mas para cada caso é realmente único. Acho que esses materiais precisam ser produzidos de acordo com a necessidade e espaço de cada um. Algumas são mais portáteis, outras mais robustas. Muitas vezes precisam ser transportáveis e assim vou pensando em adaptações.

Logo mais atualizo sobre esse tipo de projeto.

Enquanto isso, minha primeira mala de luz, a pequena, vou aposentar. :/

Ela nem sempre cabe bem nos carros que preciso pedir, alugar. E eu tenho preguiça de aguentar a má vontade de alguns motoristas ou a loteria de acabar pegando um carro no qual ela vai caber sofrendo, então vou deixar a estrutura para outra finalidade.

 

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minha pequena!

 

Papel Salgado aos sábados de manhã

Nesse sábado inicia uma turma no Sesc Santos de mais uma técnica histórica / alternativa. São 4 encontros, das 10:30h a 13:30h

Sempre busco diferentes papéis para as técnicas, mas essa é uma pesquisa que está longe de terminar..

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em diferentes papéis e encolagens

https://m.sescsp.org.br/#/cursos/120654/0

A imagem da esquerda foi feita em Papel Platinum Rag da Hahnemuhle, do meio foi Filiset neutro para conservação e da direita eu não lembro… mas vou conferir.

Será que se eu propor de fazer com a água do mar alguém vai topar?

Aproveitando para comentar que no curso do Sesc Vila Mariana de Cianotipia pudemos testar o papel Platinum Rag durante fornecido pela Dina Fotográfica de Mogi. Eu estou distribuindo esses papéis em parceria com eles, o preço é o mesmo do site https://www.dinashop.com.br/

eu tenho disponível no tamanho 20x25cm e 28x38cm. Pacote com 25 folhas.

e alguns fotógrafos que fizeram o curso do Sesc Pompeia no semestre passado fizeram algumas imagens com esse material e o resultado foi bom. Mas ainda estou fazendo testes com ele, que logo mais escreverei sobre minhas experiências.

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pra provar que eu tenho papel!

Além deste o Roger Sassaki deixou umas folhas de outro papel próprio para processos históricos/alternativos que é o Arches Platine. Mas ainda não testei e nem sei se está vendendo por aqui.

 

Aqui seguem algumas imagens de Van Dyke em Campinas:

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minha malinha de luz azul e eu

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fotos:Edison Angeloni

Algumas imagens do festA! do Sesc São Caetano:

O Edison ajudou com as fotos e o Washington Sueto foi o cianotipia que revelou as imagens do pessoal.

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fotos:Edison Angeloni

 

E algumas fotos da minha “pequena” a mesa de luz que provavelmente vai virar outra coisa, porque como eu tenho que alugar/pedir carro para chegar aos locais onde trabalho, muitas vezes estava difícil de fazer ela caber mesmo. Infelizmente tive que fazer malas de luz menores por conta disso, mas em compensação a mala azul ficou bem mais leve e fácil de carregar. A parte chata é que cabem menos fotos por vez, mas ainda assim tem dado certo.

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minha pequena no Sesc Santos

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No Sesc Belenzinho, ela com cianótipos e o Mitsuo san hiperativo

e junho teremos albumina no Sesc Santos, se preparem!!

 

As fotografias das aulas foram todas do Edison.

Dusting On no Sesc Belenzinho

As inscrições iniciaram hoje para comerciários, sexta abre para o público geral.

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quase ilusão

são tantas ferramentas que muitas vezes divulgo em um lugar e esqueço do outro.. não lembro se divulguei a turma no Sesc Pompeia de Processos Históricos. Acho que preciso de um assistente…

Logo mais, em maio vou para Santos fazer Papel Salgado aos sábados de manhã e junho tem albumina.

https://www.sescsp.org.br/aulas/118455_FOTOGRAFIA+DUSTING+ON

Essa semana eu consigo colocar fotos das aulas!!!!

Ainda tenho novidades que a minha cabeça pensa mas não consigo realizar tão depressa. Atualizando, tenho pesquisado processos e histórias e estou procurando alguma forma de mostrar um pouco mais sobre as técnicas.

 

Hoje teve a primeira aula de Processos Históricos no Sesc Pompéia. Acho que eu sou a pessoa mais empolgada sempre. Neste semestre pensei em trabalhar cianotipia, papel salgado e goma bicromatada. Contei um pouco como surgiram essas técnicas e como são realizadas. A parte histórica é baseada no texto do livro Keepers of Light. Vale a pena ler. O livro se encontra na amazon, usado.

Como de costume sempre dou uma olhada na lista de espera. Sempre digo, vale a pena dar um crédito pra ela. E eu sempre olho com carinho.

 

Tenho colocado poucas coisas aqui e no CameraPreta porque estou montando equipamentos. Recentemente montei mais uma mesa de luz portátil, ainda preciso fazer um passo a passo dela.

E o foco crítico me convidou para uma exposição no qual participo com um anthotype, na Galeria Virgílio até dia 29 de abril.

 

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Por conta dos trabalhos manuais não tenho nem sentado na frente do computador, portanto facebook acessado pelo celular tem se tornado ferramenta de divulgação mais fácil. Mas isso ainda vai mudar.

Eu nunca gostei de instagram, mas por insistência do Edison ele acabou criando um e estou lá (por vezes ele que posta algo) como https://www.instagram.com/camerapreta/

CameraPreta porque tem nossas atividades lá e porque achei mais fácil de achar pelas internets. No final, toda camera é preta por dentro e no meio da escuridão é que organizamos a luz para virar imagem. Camera preta porque um livro que gosto muito chama Filosofia da Caixa Preta, só trocamos as palavras pensando também na câmera obscura, esta que de certa forma acabou unindo meu trabalho ao do Edison.

em dias de sol intenso saiu um lumen print

Papel PB Kodak. Papel velado. Foi jogado fora. Achei na lata de lixo.

Recolhi. Voltei aquelas folhas amareladas no saco preto e retornei elas com carinho à caixa amarela. Pensei – um dia acharei uma imagem para vocês.

 

Resolvi fazer um teste antes de viajar para um trabalho. Aquelas folhas já estavam mais de três anos no envelope, desde que foram jogadas.

Minha vontade de reaproveitar as coisas é impossível. Como eu tinha um fixador bem usado aproveitei o fix para o teste também.

Exposição ao sol: 2 horas. Acho. (esqueci a foto no telhado e saí para resolver outros assuntos) Quando cheguei passei no fix. Lavei e sequei.

Eis meu resultado:

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Dusting on process – Revelação a pó

em 2005 vi um amigo da faculdade fazendo esse processo e me encantei.

É uma técnica a partir de mel ou açucar que se revela a seco, com pigmento em pó.

A graça é que pode-se facilmente usar vidro, cerâmica ou metal como suporte.

Buscando a fórmula nos livros a finalização descrita se dá somente em retornar a foto para a exposição de luz e o resíduo químico continua lá. Daí em 2007 fiz vários testes para conseguir limpar essa imagem com água gelada.

 

Atualização 19.04.17

O processo segundo as bibliografias abaixo tem um misto das pesquisas de vários nomes, Vacquelin, Ponton, Becquerel, Talbot Archer, Garnier, Salmon e Poitevin.

Vacquelin no final de 1700 e Suckow em 1832 em relação aos cromatos. Mungo Ponton em 1839 faz um estudo sobre a sensibilidade do dicromato de potássio à luz. Em seguida Becquerel em 1840 percebe a reação do dicromató com amidos utilizados em encolagens de papéis.

Alphonse Poitevin em 1855 aplica dicromatos na produção de cópias fotomecânicas. Em 1858 utiliza uma solução coloidal com dicromato, mel e goma arábica. É o primeiro a adicionar pigmento no processo.

Henri Garnier e Alphonse Salmon em 1858 fazem pesquisa com citratos férricos mas abandonam para uma fórmula com dicromató de amônio e açúcar que posteriormente se utiliza para transferência em superfícies cerâmicas.

Um positivo é necessário para a técnica. As partes protegidas de luz U.V. continuam grudentas e o pigmento em pó fica grudado nessas áreas.

fonte: Christopher James – The Book of photographic alternative processes – 3. edição

Kent Wade – Alternative photographic processes

 

 

 

 

Anthotype ou Photosynthesis?

anthotype em folha

Durante minhas pesquisas, me deparei com alguns fotógrafos no mundo que chamam essa técnica de reproduzir uma fotografia diretamente na folha de “photosynhesis”.
Na minha opinião não acho certo, o que fazemos não é fotossíntese, mas se alguns preferem chamar assim, ok.
Mas se alguém for procurar sobre referências sobre a técnica, está aí a dica pra achar alguns trabalhos.