achei uns cursos no MIS e aquele que se escondia de si mesmo

Em tempos de Copa abri algumas vezes o wordpress pensando em escrever algo aqui e não conseguia alimentar o blog com algo que eu realmente quisesse escrever. 

Daí recebi um email sobre uns cursos do MIS, que talvez valha a pena conferir.

Cursos no MIS

Tem Curso Completo de Fotografia e Photography as (re)ssource. Não conheço os professores, mas me chamou a atenção, os conteúdos parecem bacanas, dei uma passada de olho apenas, mas vai que interessa a alguém.

Tem um curso que me chamou a atenção um bocado mais, O Photoshop na Construção Poética da Imagem. Só pelo título senti que é algo que honestamente tamo precisando de curso, e achei a ideia genial.

 

Mas o assunto é outro também. Assisti um bocado do jogo enquanto tentava ler receitas e só levantava os olhos para dizer que estava assistindo, para o Edison não se sentir sozinho ao ver a partida. Daí ao final do jogo vi um jogador conversando com outro e para ninguém entender o que estavam conversando tapavam suas bocas enquanto andavam pelo gramado. Imaginei que deve ser chato não ter privacidade sendo famoso, (sei que é óbvio) ou seja, ser “anônimo” tem suas vantagens.. 

Me lembrei de quando comecei a estudar fotografia. Em 2000 fizemos uma saída no Minhocão num domingo quente que me fez andar com protetor labial e solar na mochila quase sempre. Era começo de janeiro e aprendi muito com aquela saída. E procurávamos assuntos, mas a mente jovem procura assuntos mais inusitados e nem sempre fica satisfeita. Enfim a saída acabou e o sol rachando nossas cabeças cerca de meio dia. Voltamos para a Praça Roosevelt e vi uma cena bonita que eu queria muito captar, mas eu estava longe e usei o terrível zoom.

Mas lá do outro lado da Consolação tinha uma figura debaixo de uma árvore enorme e parecia quase que meditar. Ou lamentar. 

Sei que apontei a câmera para ele e assim que tirei a foto o homem se sentiu incomodado e de longe parecia desaprovar o uso de sua imagem. Na hora queria apagar a foto do filme, mas se o fizesse perderia algumas outras abrindo a minha pequena Pentax K1000. Ele ficou incomodado e eu não queria que sentisse assim. Daí que vi que mesmo sendo um anônimo acabou por alguns instantes perdendo sua privacidade a partir do momento que eu buscava uma imagem da sua situação. E observando-o mais um tempo ele parecia chateado com alguma coisa e por isso estava lá. E ele não queria estar ali.

Daí que fiquei tão chateada quanto e sua foto nunca mostrei a ninguém. Pensei em jogar fora, mas me fazia lembrar dela mesmo se não quisesse. 

Está aí a imagem, devidamente escurecida, mas só resolvi postá-la agora porque tenho certeza que foi um momento de reflexão, minha e dele, e espero que qualquer sejam as aflições que passou naquele momento tenham sido desfeitas agora. Para mim foi.

 

Imagem

 

 

Anúncios

e assim o mundo me afeta..

 

minha casa, meu trabalho

minha casa, meu trabalho

Em mês de pinholeday me inspirei em fazer a imagem aparecer nas paredes de casa.

Daí fui colocar o tecido blackout na janela. Algum vizinho deve ter estranhado. “A moça colocou uma cortina furada?” Não não… não é para tapar toda a luz bonita daquela manhã inspiradora. Para organizar seus raios de forma que invadissem o escritório de um jeito que se pudesse perceber o que está lá fora. E que de certa forma me atinge e me faz entender o que é a essência.

Daí depois desse episódio sinto que o vizinho me olha meio incerto…