Dusting On no Sesc Belenzinho

As inscrições iniciaram hoje para comerciários, sexta abre para o público geral.

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quase ilusão

são tantas ferramentas que muitas vezes divulgo em um lugar e esqueço do outro.. não lembro se divulguei a turma no Sesc Pompeia de Processos Históricos. Acho que preciso de um assistente…

Logo mais, em maio vou para Santos fazer Papel Salgado aos sábados de manhã e junho tem albumina.

https://www.sescsp.org.br/aulas/118455_FOTOGRAFIA+DUSTING+ON

Essa semana eu consigo colocar fotos das aulas!!!!

Ainda tenho novidades que a minha cabeça pensa mas não consigo realizar tão depressa. Atualizando, tenho pesquisado processos e histórias e estou procurando alguma forma de mostrar um pouco mais sobre as técnicas.

 

Hoje teve a primeira aula de Processos Históricos no Sesc Pompéia. Acho que eu sou a pessoa mais empolgada sempre. Neste semestre pensei em trabalhar cianotipia, papel salgado e goma bicromatada. Contei um pouco como surgiram essas técnicas e como são realizadas. A parte histórica é baseada no texto do livro Keepers of Light. Vale a pena ler. O livro se encontra na amazon, usado.

Como de costume sempre dou uma olhada na lista de espera. Sempre digo, vale a pena dar um crédito pra ela. E eu sempre olho com carinho.

 

Tenho colocado poucas coisas aqui e no CameraPreta porque estou montando equipamentos. Recentemente montei mais uma mesa de luz portátil, ainda preciso fazer um passo a passo dela.

E o foco crítico me convidou para uma exposição no qual participo com um anthotype, na Galeria Virgílio até dia 29 de abril.

 

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Por conta dos trabalhos manuais não tenho nem sentado na frente do computador, portanto facebook acessado pelo celular tem se tornado ferramenta de divulgação mais fácil. Mas isso ainda vai mudar.

Eu nunca gostei de instagram, mas por insistência do Edison ele acabou criando um e estou lá (por vezes ele que posta algo) como https://www.instagram.com/camerapreta/

CameraPreta porque tem nossas atividades lá e porque achei mais fácil de achar pelas internets. No final, toda camera é preta por dentro e no meio da escuridão é que organizamos a luz para virar imagem. Camera preta porque um livro que gosto muito chama Filosofia da Caixa Preta, só trocamos as palavras pensando também na câmera obscura, esta que de certa forma acabou unindo meu trabalho ao do Edison.

Dusting on process – Revelação a pó

em 2005 vi um amigo da faculdade fazendo esse processo e me encantei.

É uma técnica a partir de mel ou açucar que se revela a seco, com pigmento em pó.

A graça é que pode-se facilmente usar vidro, cerâmica ou metal como suporte.

Buscando a fórmula nos livros a finalização descrita se dá somente em retornar a foto para a exposição de luz e o resíduo químico continua lá. Daí em 2007 fiz vários testes para conseguir limpar essa imagem com água gelada.

 

Atualização 19.04.17

O processo segundo as bibliografias abaixo tem um misto das pesquisas de vários nomes, Vacquelin, Ponton, Becquerel, Talbot Archer, Garnier, Salmon e Poitevin.

Vacquelin no final de 1700 e Suckow em 1832 em relação aos cromatos. Mungo Ponton em 1839 faz um estudo sobre a sensibilidade do dicromato de potássio à luz. Em seguida Becquerel em 1840 percebe a reação do dicromató com amidos utilizados em encolagens de papéis.

Alphonse Poitevin em 1855 aplica dicromatos na produção de cópias fotomecânicas. Em 1858 utiliza uma solução coloidal com dicromato, mel e goma arábica. É o primeiro a adicionar pigmento no processo.

Henri Garnier e Alphonse Salmon em 1858 fazem pesquisa com citratos férricos mas abandonam para uma fórmula com dicromató de amônio e açúcar que posteriormente se utiliza para transferência em superfícies cerâmicas.

Um positivo é necessário para a técnica. As partes protegidas de luz U.V. continuam grudentas e o pigmento em pó fica grudado nessas áreas.

fonte: Christopher James – The Book of photographic alternative processes – 3. edição

Kent Wade – Alternative photographic processes