Cianotipando na Vila Mariana

Estamos firmes e fortes com as produções de cianotipia. Nos primeiros dias foi um pouco mais difícil nos acertarmos com a nova estrutura mas semana que vem voltamos a produzir algumas imagens mais.

Semana passada fomos eu a a mesa de luz para lá. O Edison me ajudou e tirou algumas fotos. Sem a ajuda dele eu não conseguiria mostrar alguns registros aqui. Arigatô!

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Eu a minha pequena

A parte novidade legal é que para esse curso ganhamos um envelope de papéis Hahnemuhle Platinum Rag, cortesia da Dina Fotográfica.

20160908_110242 eis aí o envelope! A foto vai pequena pois não ficou grandes coisas, mas o papel é realmente muito bom.

Pra mim foi bem interessante utilizar esse papel pois a gente se acostuma a adaptar produtos de outras áreas, tendo que lavar, encolar e aí o papel te responde com algumas surpresas. No entanto o Hahn (como eu costumo chamar) foi bem mais fácil de utilizar.

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cianotipos prontos para receber luz

Como lá a estrutura é adaptada, a gente sofre e entende algumas diferenças desde o começo. Minha mala U.V. funcionava bem com 10 minutos em casa. Chegando lá percebemos que ela não funcionava igual. Depois percebi que tinha a ver com o papel também. Em casa testei com papel mais fino e foi mais rápido, por isso eu teria que deixar mais tempo na mesa no local de aula.

Essas coisas só acontecem quando é um ambiente diferente do que estamos acostumados. E valeu como experiência, pois até então não tinha percebido necessidade de tempos diferentes de acordo com o tipo do papel.

Chegando em casa fui fazer um teste e era isso mesmo. Deixei um Filiperson 90g e um Fine Face 140g ao sol. O Filiperson funcionou bem com o tempo que sempre deixo, mas o Fine Face (é um papel de desenho) sumiu inteirinho. Antes de acreditar que ele não serviria, pois eu já tinha usado ele e sabia que funcionava, deixei com mais tempo de exposição ao sol e ele ficou lindão. Na verdade eu recomendo esses papéis para quem está começando a utilizar esses processos porque são baratos, mas gosto mais dos papéis de gravura e aquarela. A diferença é que esses papéis demandam mais preparo inicial.

A vantagem do Platinum é que o tempo de exposição não foi muito maior e não requer preparo.

Com esse novo papel aproveitei para fazer testes que faz tempo estava ensaiando e comecei a fazer uma pesquisa maior relacionada a lâmpadas.

Eu compro um monte de papéis para ficar testando, logo mais postarei os resultados que fiz até agora. Até para o anthotype o Rag deu cor mais intensa ao sumo. (isso logo mais, logo mais eu mostrarei)

Eu logo mais também terei o papel para revenda e esse mês volto a montar os kits de fotografia alternativa / processos históricos. E ainda vai ter mais novidade em relação a esses produtos. Resolvi montar esses kit porque queria tornar mais acessível, mas ainda preciso rever embalagens, ainda não achei o que me agradasse.

Antes que me esqueça, essa atividade no Vila Mariana está ligada a expo do Arno Rafael, vale a pena visitar a expo dele. Tive a oportunidade de ser ouvinte no workshop dele e o jeito como ele analisa o trabalho do pessoal foi muito inspirador. Ainda preciso aprender muita coisa… mas não porque era ele. Muito do modo como ele analisou os portfólios me lembrou muitos professores que tive e lembro das aulas sempre com muito carinho.

E mês passado estive no Foco crítico com o Guilherme Maranhão e Fausto Chermont, quem quiser dar uma espiada lá no periscope https://www.periscope.tv/w/1YqJDbgopZNKV

Alguns vídeos

Devia ter uns 8 anos quando vi esse documentário. Deve ter sido o primeiro que vi em minha vida, lembro da sala de algumas cenas. Acho que essas coisas tão cedo mudam e constróem a gente.

Fiz cinco oficinas de construir a câmera obscura com crianças nesses últimos meses e fico sempre imaginando como eles sentem isso e qual será a diferença no futuro de ter feito algo assim tão cedo. Imagino que seja mágico. Para mim ainda é.

E no Sesc Vila Mariana vai ter uma conversa com o diretor do documentário Entre Rios e algumas atividades especiais sobre buscar os rios esquecidos em SP. Legal para entender que alguns problemas na cidade poderiam ser evitados se não lutássemos contra a natureza, mas agir como se fizéssemos parte dela.
Gosto muito de pesquisar sobre o Anhangabaú, que no tupi significa rio ou água do mau espírito, pois os índios bebiam das suas águas e ficavam doentes. Ainda se vê água rolando pela cidade, ciclistas urbanos fazem o curso das águas, os caminhos mais fáceis de percorrer. A história está aí e continuamos errando..

Link para atividade Os Rios que estavam aqui:
SESC Vila Mariana
Dia(s) 24/11, 01/12
Sábados, das 14h às 17h.
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=232733

Cinedebate: Entre Rios
SESC Vila Mariana
Dia(s) 13/11
Terça, às 15h.
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=232569

Foco e Pensamento: Fotografia e o Registro da Memória – Sesc Vila Mariana

Este mês vou comparecer ao Sesc Vila Mariana para ministrar um curso a respeito da memória.
Tema por mim bastante querido, e com certeza vou falar sobre anthotypes e meus processos esquecidos, além de trabalhos de outros fotógrafos.
Segue a “sinopinha”:

A câmera fotográfica é um instrumento capaz de capturar instantes, registrar a memória. O chamado ‘instante decisivo’, por Cartier-Bresson, preciso e transitório, é aquele transformado em imagem. A fotografia, ao mesmo tempo que serve à memória, também a edita. A imagem portanto é uma possível ferramenta de significação do tempo e de construção da memória tanto individual como coletiva. Neste curso, serão abordados esses temas a partir do viés temático sobre o tempo, o registro, o arquivo e a construção da memória através das imagens. Com Elizabeth Lee, graduada em Fotografia com habilitação em Fotografia Aplicada pelo Centro Universitário Senac. Trabalha há 6 anos exercendo o ofício de fotógrafa em eventos corporativos, arquitetura e still. Desenvolve pesquisas sobre processos alternativos de fotografia tendo participado de exposições e festivais de curtas-metragem. Foi professora em cursos técnicos de fotografia do Senac São Paulo e atua em cursos e oficinas em instituições como Centro Cultural da Juventude, Fábricas de Cultura, Unidades do Sesc, Casas de Cultura – AES Eletropaulo e projetos de linguagem visual para educadores. Inscrições na Central de Atendimento, a partir de 1/11. Sala 3, 6º andar – Torre A.

SESC Vila Mariana

Dia(s) 14/11, 21/11, 28/11, 05/12
Quartas, às 19h30.

Não recomendado para menores de 16 anos

R$ 40,00 [inteira]
R$ 20,00 [usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante]
R$ 10,00 [trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes]

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=232759